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Alavancagem das empresas e inadimplência ainda demandam cautela

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Por Daniela Meibak e Carolina Mandl | De São Paulo

A inadimplência de pessoas físicas e de pequenas e médias empresas dá sinais consistentes de melhora, mas ainda há alguma volatilidade na carteira de crédito a grandes empresas, afirmou o diretor de relações com investidores do Itaú Unibanco, Marcelo Kopel. "Vamos ver casos de empresas que vamos acompanhando e entrando no atraso acima de 90", afirmou o executivo, que participou ontem de evento do Bradesco BBI.

Kopel ponderou, no entanto, que à medida que essa piora no segmento de grandes empresas se materializar, pode haver impacto na inadimplência, mas as provisões para perdas com crédito não necessariamente subirão da mesma forma.

No mesmo evento, o diretor da agência de classificação de risco Fitch, Ricardo Carvalho, disse que ainda não vê melhora na geração de caixa das companhias e afirmou que esse não deve ser o gatilho para a desalavancagem das empresas. Carvalho espera alguma ajuda da queda do juro que, segundo ele, tem um efeito feroz no balanço das empresas. "A queda da Selic é boa, mas quem fez rolagens nos últimos 15 meses carregou um spread de risco muito elevado e isso estará no balanço nos próximos anos", disse. Ainda segundo ele, a alavancagem continuará alta e o custo do funding seguirá levando as empresas a usarem mais o caixa.

A retomada dos investimentos por parte das companhias brasileiras deve demorar a acontecer, apenas em um segundo estágio, na avaliação de Marianna Waltz, diretora da Moody's. Inicialmente, as companhias devem usar o ambiente mais favorável e o excesso de geração de caixa que deve vir nos próximos meses para desalavancagem. "Ainda vemos companhias alavancadas e com geração de caixa aquém do que era há quatro anos. Elas vão desalavancar e reduzir dívida."

Para Kopel, conforme o risco da economia diminui, o spread das operações de crédito (diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada dos clientes) tende a melhorar. "No nosso caso, a gente precifica risco. À medida que o risco cai, precifica em melhora em termos de spread", disse. "Tudo é fruto de como a economia vai se desenvolvendo. [Se há melhora], evidentemente que as taxas caem."

O executivo observou que a redução da Selic está sendo feita pelos motivos corretos e de forma sustentável. Segundo ele, o ambiente de juros mais baixos gera uma transição e a tendência é que as carteiras de crédito sejam reprecificadas. "Vamos repassando isso nas taxas, e o spread cai à medida que o risco de crédito cai. Esses são os dois componentes." O executivo afirmou que essa mudança de patamar ficará visível ao longo do ano e já está contemplada no "guidance" do banco.

Segundo Kopel, a retomada do crescimento econômico ajudará o mercado de crédito. Com o consumidor mais confiante e a redução na alavancagem, as operações com pessoa física devem crescer, com destaque para o financiamento imobiliário. No caso de pessoas jurídicas, a demanda vem sobretudo de pequenas e médias empresas em busca de capital de giro.

Questionado sobre os estudos do BC para reduzir os spreads, o diretor do Itaú disse considerar a revisão de garantias uma medida saudável. "À medida que reduz a incerteza, diminui o preço. Tudo que caminhar nessa linha vai ser benéfico para o mercado, seja isso ou o cadastro positivo."


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